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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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MAIOR METALÚRGICA DO MUNDO VAI UTILIZAR MICRÓBIOS DO INTESTINO DOS COELHOS PARA DIMINUIR AS EMISSÕES

Mäyjo, 13.05.17

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A maior produtora de aço do mundo vai investir €87 milhões para utilizar uma nova tecnologia que recorre a micróbios, originalmente encontrados nos intestinos dos coelhos, para transformar um dos gases que contribui para o aquecimento global em combustível.

 

A tecnologia foi desenvolvida pela empresa de bioengenharia LanzaTech e vai ser instalada na fábrica de Gent, na Bélgica, da ArcelorMittal. O mecanismo consiste no uso do micróbio Clostridium para capturar o monóxido de carbono e transformá-lo em etanol, que funcionará posteriormente como combustível.

Espera-se que a fábrica de Gante produza cerca de 47.000 toneladas de etanol por ano, que poderá depois ser vendido como um subproduto da produção de aço e usado em carros e aviões, escreve o Guardian.

Embora o monóxido de carbono não seja considerado um gás com efeito estufa directo, pode provocar concentrações elevadas de ozono na primeira camada da atmosfera, contribuindo assim para as alterações climáticas.

A implementação da nova tecnologia na fábrica de Gent da ArcelorMittal vai arrancar no final deste ano, mas a produção de bioetanol apenas deverá começar em 2017. Se com o projecto-piloto se provar a viabilidade económica do projecto, a tecnologia poderá ser estendida a todas as restantes fábricas da produtora de aço. A ArcelorMittal tem 19 fábricas espalhadas pelo mundo e produziu 93,1 milhões de toneladas de aço em 2014.

COMER MENOS É ESSENCIAL PARA COMBATER ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 24.09.15

Comer menos é essencial para combater alterações climáticas

Ainda que poucos o saibam, a verdade é que a indústria da carne produz mais emissões de gases com efeito de estufa que a dos transportes – todos os carros, aviões, comboios ou barcos juntos –, por isso reduzir o enorme apetite dos consumidores globais é essencial para evitar o aquecimento global, de acordo com um novo estudo desenvolvido pelo think tank britânico Chatham House, depois de uma pesquisa da Ipsos Mori.

“Evitar uma catástrofe [ligada] ao aquecimento [global] depende de reduzirmos o consumo de carne e produtos lácteos, mas o mundo está a fazer muito pouco [para que tal aconteça]”, explicou Rob Bailey, autor do relatório. “Estamos a fazer muito contra a desflorestação e transporte, mas nada para o sector da carne”.

Segundo a análise, citada pelo Business Green, existe junto dos Governos, sociedade civil e até alguns ambientalistas a noção de que não é positivo dizer às pessoas o que elas devem ou não devem comer, por isso o tema é agora uma espécie de tabu. Na verdade, o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) descobriu que uma mudança de dieta pode “reduzir substancialmente” as emissões, mas não existe nenhum plano das Nações Unidas para o efectivar.

O relatório admite ainda que o aumento drástico da procura de carne na China e outros países pode levar o clima do mundo para o caos – em 2020 a China deverá comer mais 20 milhões de toneladas de carne e lacticínios por ano.

Finalmente, dois estudos recentes calcularam que, se os nossos hábitos de alimentação não forem revistos, as emissões do sector agrícola poderão responder por todo o nosso orçamento de carbono em 2050, o que significaria que todos os outros sectores – energia, indústria e transportes – teriam de ter zero emissões dentro de 35 anos. E isso é simplesmente impossível.

Foto: Tobias Akerboom (at hutme / Creative Commons

UM QUARTO DOS CARROS É RESPONSÁVEL POR 90% DA POLUIÇÃO QUE RESPIRAMOS

Mäyjo, 01.05.15

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Não é segredo que os veículos mais antigos que circulam nas estradas contribuem com mais emissões que os veículos mais recentes. Um novo estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, veio confirmar o que os ecologistas teorizam há algum tempo: apenas 25% dos veículos que circulam nas estradas são responsáveis por 90% da poluição que respiramos.

Durante a investigação, os cientistas quantificaram as emissões de vários veículos para perceber exactamente qual o impacto das suas emissões para o ambiente. Os resultados foram publicados na revista científica Atmospheric Measurement Techniques.

Os investigadores registaram as emissões de 100.000 veículos que circulam nas estradas, utilizando amostras de ar para medir as emissões de uma das ruas mais movimentadas de Toronto, a College Street. Sumariamente, apenas 25% dos veículos que circulavam naquela estrada – neste caso eram os mais antigos – eram responsáveis por 95% do carbono negro, por 93% do monóxido de carbono e por 76% dos compostos orgânicos voláteis, muitos dos quais estão ligados ao cancro.

O estudo percebeu ainda que tão importante como o carro que está a ser guiado é a forma como o condutor conduz. “Quando analisámos o escape dos veículos observarmos muitas variações, dependendo do carro. Mas a forma como se conduz, a aceleração excessiva, idade do veículo, manutenção do carro são aspectos que podem influenciar os níveis de poluição”, explica Greg Evans, engenheiro químico na Universidade de Toronto e um dos autores do estudo, cita o Inhabitat.

A investigação indica ainda que melhores monitorizações das emissões dos veículos e programas de incentivo para a troca de veículos menos poluentes deveriam ser implementados pelos governos.

Foto: neuroxik / Creative Commons